O Centro de Medicina de Reabilitação do Sul, aberto ao público em 2007, está implantado num edifício (actualmente remodelado e alvo de ampliação) que acolheu durante décadas o Sanatório Vasconcelos Porto, importante equipamento de saúde para tratamento das doenças respiratórias, que deu a São Brás de Alportel relevante notoriedade nesta área.
Para preservar a história deste equipamento de saúde, o novo Centro de Medicina de Reabilitação alberga um espaço museológico onde podem observar-se alguns dos objectos do antigo sanatório e conhecer uma síntese informativa.
Nota Histórica
“Zona de bons ares para os doentes do peito”, o Vale de Alportel foi o local escolhido, no início do século XX, para a construção de um Sanatório. A sua construção tinha como destinatários os trabalhadores dos caminhos-de-ferro portugueses de todo o País.
Inaugurado a 8 de Setembro de 1918, com a presença do Secretário de Estado do Comércio que lhe dá o nome de Sanatório Carlos Vasconcelos Porto, em homenagem ao seu fundador e praticamente “único sustentáculo”, conforme relata a imprensa escrita da época.
O Sanatório funcionava como uma espécie de casa de repouso onde os doentes se poderiam isolar do ar viciado que respiravam nos grandes centros urbanos.
O tratamento anti-tuberculose resumia-se a uma boa alimentação, cura através do ar que respiravam e, sobretudo, ao repouso.
A utilização de medicamentos era quase nula, salvo raras excepções quando o estado avançado da doença assim o exigia.
Os doentes poderiam submeter-se a uma cura à base de repouso, principalmente nas longas horas que passavam na galeria e ao mesmo tempo, a uma cura de ar.
“O Sanatório Carlos Vasconcelos Porto funcionava como uma espécie de casa de repouso onde os doentes se poderiam isolar do ar viciado que respiravam nos grandes centros urbanos.
O tratamento anti tuberculose resumia-se a uma boa alimentação, cura através do ar que respiravam e, sobretudo, ao repouso.
A utilização de medicamentos era quase nula, salvo raras excepções cujo estado avançado da doença assim o exigia.
Os doentes poderiam submeter-se a uma cura à base de repouso, principalmente nas longas horas que passavam na galeria e ao mesmo tempo, a uma cura de ar. A cura de ar era feita durante o dia e a noite, fosse de Verão ou de Inverno: durante o dia a cura era sempre feita na galeria, parcialmente coberta por vidros que protegiam os doentes do vento, do sol e da chuva; à noite a cura era feita nos próprios quartos, para tal estes foram apetrechados com um tipo de janelas que, abrindo horizontalmente, poderiam permanecer abertas durante toda a noite, com excepção do momento em que se deitavam e se levantavam.” Maria da Fé David Brás, Celso Barbosa, in Sanatório Vasconcelos Porto: Um Esboço Histórico
Breve Cronologia:
8 de Setembro de 1918 - Inauguração do Sanatório
Anos 20 - O Sanatório atravessa graves dificuldades financeiras.
1938 - O Dr. Medeiros Galvão começa a trabalhar no Sanatório;
1955 - Reabertura do Sanatório, sob a Direcção do Dr. Galvão.
A sua administração foi conhecida pelo forte rigor disciplinar e pelo exercício de autoridade sobre os doentes. Em São Brás de Alportel, sempre foi tido em grande estima pelo desempenho profissional, uma vez que a ele ocorriam doentes de diversas partes do país, chegando a ser conhecido pela alcunha de “Nossa Senhora de Fátima”.
1991 - A partir desta data, o Sanatório viveu vários anos de constante declínio, tanto nas suas actividades clínicas, como na degradação das suas instalações, chegando mesmo a ser perspectivada a sua saída do Serviço Nacional de Saúde com um protocolo que o entregava a uma instituição privada de solidariedade social.
A partir de então, foi efectuado um programa funcional para adaptar este espaço a Centro de Medicina Física de Reabilitação.