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Estação Biodiversidade

Estação Biodiversidade

A Estação da Biodiversidade da Ribeira do Alportel foi inaugurada em Março de 2012 e resultou da parceria entre a Câmara Municipal de São Brás de Alportel e a associação Tagis, tendo sido financiada pelo Programa Operacional Algarve 21.

A implementação desta estação pretendeu criar um percurso de visitação que incidisse na educação ambiental dos visitantes e que funcionasse como “janela” para o património natural do concelho, desta forma, inicia o seu percurso no sítio de Vale Estacas e percorre cerca de 2Km até à Fonte da Tareja.

Este percurso encontra-se intimamente ligado ao troço da ribeira do Alportel que percorre, atravessando uma paisagem serrana do coração do concelho, onde os sobreirais das encostas umbrias alternam com os estevais das zonas mais soalheiras.

A ribeira do Alportel apresenta, neste local, um estado de conservação ecológico bastante bom, alternando as cortinas arbóreas de freixos e choupos com formações arbustivas de loendros e salgueiros.
Apesar da Estação da Biodiversidade apresentar motivos de interesse ao longo de todo o ano, é durante a Primavera e o Outono que esta atinge o seu esplendor máximo, no que respeita à biodiversidade presente. Durante o Verão e Inverno, as elevadas temperaturas e a inundação pontual do leito da ribeira, respetivamente, podem dificultar o usufruto do percurso.

Até ao momento, foi possível identificar a presença de 80 espécies de aves, 46 de borboletas diurnas e 28 de libélulas, para além de inúmeras espécies pertencentes às mais variadas ordens faunísticas.

  • Medronheiro (Arbutus unedo)

    durante os meses de Inverno e sobretudo, devido ao clima mais ameno do Algarve, muitas espécies de flora florescem durante este período. Uma das mais emblemáticas e, quase símbolo da Serra Algarvia, dada a importância económica e etnográfica da destilação do seu fruto, é o Medronheiro (Arbutus unedo). Esta espécie arbustiva tem a particularidade de a floração coincidir com o amadurecimento dos frutos resultantes da floração do ano anterior. Outros arbustos característicos pela sua floração invernal são o Alecrim (Rosmarinus officinalis), a Urze-branca (Erica lusitanica) e a
    Nêveda (Calaminta nepeta), sendo esta última também conhecida com Erva-das-azeitonas, pela sua utilização tradicional na curtição das azeitonas. 
    As zonas mais abertas, como clareiras e prados, enchem-se de flores de algumas espécies de bolbos, como a Merendera filifolia ou o Mijaburro (Narcissus papyraceus), e de muitos malmequeres como a Erva-vaqueira (Calendula arvensis) ou a Margarida-do-monte (Bellis annua).


    Imagem e texto: Nelson Fonseca

  • Louva-a-Deus
    Louva-a-Deus

    Das 11 espécies de Louva-a-Deus com ocorrência confirmada em Portugal, pelo menos 4 espécies ocorrem na Estação da Biodiversidade da Ribeira do Alportel: Empusa pennta, Ameles spallanzania, Geomantis larvoides e Mantis religiosa.

    Com excepção da Empusa pennata, as restantes espécies são relativamente frequentes, contudo esta espécie poderá passar despercebida com alguma facilidade, apesar do seu aspecto bastante curioso.
    A Mantis religiosa é, de longe, a espécie mais comum na região e aquela que é mais familiar à população em geral. A Ameles spallanzania tem a particularidade de as fêmeas serem apteras, ou seja desprovidas de asas. A Geomantis larvoides é uma espécie de pequena dimensão e dotada de uma extraordinária capacidade de camuflagem.
    O nome deste insecto resulta do facto da maioria das espécies encontrar-se capacitada com patas posteriores adaptadas para caçar, dando a ideia da espécie estar constantemente a rezar.
    Outro facto curioso passa pelas fêmeas serem conhecidas por comer os machos após o acasalamento, tal não é sempre verdade, acontecendo sobretudo em períodos de fraca disponibilidade alimentar e consequentemente, o macho transforma-se numa fonte de proteínas vital para a produção dos ovos.

    Imagem e texto: Nelson Fonseca

  • GAFANHOTO DO EGIPTO

    O gafanhoto da espécie Anacridium aegytium é o maior da nossa fauna, verificando-se um dimorfismo sexual bastante acentuado no que concerne às dimensões de ambos os sexos, sendo o macho substancialmente mais pequeno, não ultrapassando os 65mm, enquanto as fêmeas podem chegar aos 90mm.

     

    É uma espécie solitária e ao contrário de outras congéneres africanas, não assume o carácter de praga visto não formar enxames. Distribui-se da bacia do Mediterrâneo até ao Paquistão e ocorrem em habitats sobretudo quentes e secos. Em todas as fases do seu ciclo de vida é uma espécie herbívora, alimentando-se de folhas de variadas espécies vegetais.

     

    A fêmea deposita os seus ovos em solos pedregosos mas relativamente soltos e quando eclodem as fases imaturas (ninfas) são relativamente semelhantes aos adultos, à exceção das dimensões e do facto de somente os adultos serem providos de asas.

     

    Os adultos normalmente assumem colorações escuras e acastanhadas, enquanto as ninfas apresentam colorações muito variadas, podendo ir de tons rosados até tons mais esverdeados.

  • RELA (HYLA MERIDIONALIS)

    As Relas são das espécies de anfíbios mais "simpáticas" e emblemáticas da nossa fauna, ao ponto de serem utilizadas como símbolo de sucesso na publicidade de uma empresa nacional de internet. Ao contrário das crendices populares, as espécies que ocorrem em Portugal não são venenosas.
    A Rela, também conhecida como Lucra em alguns locais do Algarve e Alentejo (Hyla meridionalis), distribui-se pelo Mediterrâneo Ocidental, ocorrendo na Península Ibérica sobretudo na sua metade sul. No Algarve é relativamente comum mas, normalmente, é mais vezes ouvida do que observada. Este facto deve-se à sua grande capacidade de camuflagem por entre a vegetação luxuriante das linhas de águas e margens de açudes e pelo seu comportamento sobretudo noturno. Na Estaçaõ da Biodiversidade da Ribeira do Alportel pode ser observada, com alguma paciência, escondida na vegetação ribeirinha, sendo mais ativa nas estações da primavera e verão.

  • LIBÉLULA GOMPHUS PULCHELLUS

    A libélula da espécie Gomphus pulchellus é das espécies mais precoces da fauna algarvia, voando a partir de março até meados de junho. As suas larvas são temíveis predadores subaquáticos, habitando e desenvolvendo-se em pequenos charcos e cursos de água com pouca corrente. Antes da sua emergência, estas deslocam-se para a vegetação rasteira ou pedras junto da margem, onde se crisalidam e se metamorfoseiam em formosas libélulas voadoras. Após emergirem, as libélulas deixam no local a designada exúvia, ou seja, o exosqueleto da larva, a qual permitem confirmar a ocorrência da espécie, mesmo após o final do seu período de voo. Nos instantes imediatos a emergir a libélula repousa na vegetação próxima, secando e enrijecendo as suas asas. Após isto, encontra-se apta a voar e em breve procurar companheiro para se reproduzir e garantir a descendência da espécie.

    imagem e texto: Nelson Fonseca

  • AVES - FELOSINHA
    Felosinha

    Das muitas espécies de aves que escolhem o Algarve como zona de invernada, a Felosinha (Phylloscopus collybita) é uma das mais comuns e numerosas. Esta espécie reproduz-se por quase toda a Europa até à zona central da Rússia e passa o Inverno sobretudo na bacia do Mediterrâneo e numa faixa da África Subsaariana entre a Serra Leoa e a Etiópia.
    Na Península Ibérica somente se reproduz nas zonas mais nortenhas, ocorrendo na restante área como visitante de Inverno entre os meses de Outubro e Março.
    Localmente é conhecida como Baguinho-d'uva e é muito abundante um pouco por todo o tipo de habitat mas, para além de ser mais numerosa em zonas associadas a zonas húmidas, também gosta de habitar áreas bastante humanizadas, tais como hortas, pomares e jardins.
    No início da Primavera, esta espécie é "substituida" pela Felosinha-ibérica (Phylloscopus ibericus), a qual passa o Inverno na África Ocidental e visita-nos, entre Março e Agosto, para se reproduzir sobretudo em zonas de vegetação densa em locais próximos de linhas de água.

    Colabore com a ciência!

    Após a sua visita à Estação de Biodiversidade, envie as suas fotos e registos da fauna observada para nelsonfonseca@gmail.com ou www.biodiversity4all.org. Deste modo está a ajudar no estudo da biodiversidade e do equilíbrio do planeta. O planeta agradece!

  • COBRAS

    A maioria dos répteis e em particular as cobras são grandemente incompreendidas pela população em geral. Entre o medo e o asco, a maioria das pessoas sente repulsa e pouca vontade de coabitar com estes seres, o que leva a que sejam facilmente mortas, tanto em meio urbano como em meio rural.
    Importa portanto, perceber que as cobras colaboram para a qualidade dos ecossistemas locais, sendo predadores de todo que capturam sobretudo pequenos roedores que são prejudicais para as culturas agrícolas, contribuindo assim para ajudar indiretamente o homem.
    Um dos principais mitos que envolve as cobras no Algarve é a sua perigosidade. Apenas uma das espécies existentes pode ser potencialmente perigosa, a Víbora-cornuda (Vipera latastei), contudo a sua mordedura, apesar de dolorosa, só muito raramente é fatal. Por outro lado, a sua raridade, existência em habitats remotos e o comportamento dócil (só em situações extremas ataca o homem) faz com que os casos de mordeduras em Portugal sejam muito reduzidos.

    Fica o conselho, sempre que vir uma cobra, evite-a e não a mate.
    Imagem e texto: Nelson Fonseca

    A nossa sugestão de passeio de fim de semana:
    Deixe-se seduzir pela beleza destes pequenos répteis de excelente camuflagem e tente descobrir um, no habitat da Estação da Biodiversidade!

  • BORBOLETAS DIURNAS E NOTURNAS

    As borboletas diurnas são aquelas que mais fascínio nos provocam contudo, são as espécies noturnas mais abundantes e com o maior número de espécies.
    As borboletas noturnas são genericamente divididas em 2 grandes grupos, os microlepidópteros e os macrolepidópteros. O primeiro inclui as vulgares traças e é, de longe, o grupo mais numeroso em termos de espécies.
    Os macrolepidópteros correspondem às borboletas noturnas de maiores dimensões e que são mais facilmente observáveis e identificáveis.
    Este grupo inclui mais de 520 espécies no Algarve e muitas destas podem ser observadas na Estação da Biodiversidade da Ribeira do Alportel.
    A maioria das espécies só é, normalmente, observável de noite e com recurso a fontes de iluminação, contudo algumas espécies voam durante o dia ou podem ser acidentalmente descobertas durante o período de repouso em cascas de árvores, paredes e muros.

  • ESPÉCIES

    Até ao momento, foi possível identificar a presença de 80 espécies de aves, 46 de borboletas diurnas e 28 de libélulas, para além de inúmeras espécies pertencentes às mais variadas ordens faunísticas.
    > Ao longo do curso de água, é relativamente fácil testemunhar a presença de lontra e de cágado-mediterrânico, para além de inúmeras espécies de libélulas, de onde se destaca a reprodução da legalmente protegida, Oxygastra curtisii.
    > Nas zonas mais secas e ricas em vegetação florida, são incontáveis as espécies de borboletas presentes, encontrando-se a Lysandra bellargus e a Melitaea dydima entre as mais belas.

  • BORBOLETAS
    Argynnis pandora

    Apesar da maioria das espécies de borboletas voarem durante a primavera, durante o verão e outono, voam muitas que somente ocorrem durante o período estival.
    Os locais mais favoráveis da Estação da Biodiversidade da ribeira do Alportel para se observarem borboletas durante os meses mais quentes, localizam-se junto das linhas de água que conservem água ou pelo menos alguma humidade durante o verão.
    Os locais ricos em hortelã-brava (Mentha suaveolens), Epilobium hirsutum, Táveda (Dittrichia viscosa) e Dorycnium rectum são, por excelência, ótimos para observar borboletas, as quais alimentam-se nas suas flores.
    Na Estação da Biodiversidade, a Pyronia tithonus , a Issoria lathonia e a Argynnis pandora são 2 das espécies que se podem registar na vegetação florida da ribeira do Alportel.
    Nas zonas de matos com algumas árvores podem ser observadas algumas espécies bastantes características de meios secos, de onde se destaca a Hipparchia statilinnus.

  • NEURÓPTEROS
    Libelloides ictericus

    A Ordem dos Neurópteros é uma das mais desconhecidas mas, simultaneamente, uma das mais bizarras da nossa fauna. Os representantes mais conhecidos desta Ordem são as formigas-leão, conhecidas pelo facto de as suas larvas construírem funis no terreno onde habitam, de forma a capturarem as suas presas.
    Na Estação da Biodiversidade da Ribeira do Alportel ocorrem aproximadamente 10 espécies de Neurópteros, sendo os mais atrativos os pertencentes à família Ascalaphidae. Estas são caracterizadas pelos seus olhos enormes, os quais lhes conferem um ar quase alienígena.
    As três espécies da família que aqui ocorrem habitam sobretudo zonas de vegetação rasteira, como restolhos e clareiras de matos. A Libelloides ictericus é a mais precoce, procedendo-se a Libelloides baeticus com a sua espetacular coloração branca e amarela.
    Com a subida das temperaturas, surge a Deleproctophylla dusmeti, espécie que até há poucos anos era desconhecida em Portugal mas que agora se sabe que é regular e localmente comum no Algarve.

  • A CIGARRA (Cicada barbara subsp. Lusitânica)

    Com a chegada do calor começam-se a ouvir as cigarras, sendo curioso que a maioria das pessoas conhece o seu canto mas desconhece a sua aparência.
    A maior parte do ciclo de vida das cigarras é passada como larva no subsolo, onde se alimentam de seiva extraída das raízes de plantas. Ao contrário do que a maioria das pessoas acreditam, as cigarras adultas também se alimentam, sugando igualmente, seiva das plantas onde habitam.
    Das oito espécies de cigarras registadas no Algarve, duas ocorrem na área da Estação da Biodiversidade da Ribeira do Alportel.
    A mais característica é a Cicada barbara subsp. lusitanica, que com o seu canto contínuo e muito ruidoso é a mais emblemática e popular da espécies de cigarras. Pode ser ouvida a uma distância razoável, sendo mais comum em zonas com árvores dispersas, como pomares de sequeiro.
    A Tettigettalna argentata é bastante mais pequena e o seu canto é somente audível a distâncias muito curtas. É localmente comum em zonas florestais mais densas como pinhais e sobreirais.

  • LIBÉLULA ESMERALDA (Oxygastra curtisii)

    Com a chegada do calor, a ribeira do Alportel e a sua envolvente povoa-se de inúmeras espécies de libélulas, tendo sido registadas até ao momento 28 espécies distintas na área de influência da Estação da Biodiversidade da Ribeira do Alportel.
    Uma das espécies mais emblemáticas será a Libélula-esmeralda (Oxygastra curtisii), a qual devido à sua distribuição exclusiva no Sudoeste da Europa e Marrocos levasse a que fosse incluída na Diretiva Habitats e, consequentemente, fosse legalmente protegida.
    No Algarve esta espécie habita linhas de água de pequenas e médias dimensões, ricas em vegetação ribeirinha e com águas limpas e bem oxigenadas.
    Voa do final de março até ao final de agosto, embora seja muito mais comum nos meses de maio e junho.
    As fêmeas colocam os seus ovos em zonas de remansos sombrios ao longo da linha de água, enquanto os machos patrulham o mesmo sector, protegendo a fêmea e evitando que outros machos da mesma espécie o invadam.
    A meio da manhã e perto do final da tarde caçam em zonas próximas das linhas de água onde habitam, sendo muito fáceis de observar e frequentemente poisam na vegetação densa, permitindo uma visualização mais atenta.

  • BORBOLETA-DOS-MEDRONHEIROS (Charaxes jasius)
    Borboleta-dos-Medronheiros (Charaxes jasius)

    A Borboleta-dos-medronheiros (Charaxes jasius) é a maior borboleta diurna da fauna europeia e, dada a sua distribuição mediterrânica, uma das espécies mais procuradas pelos naturalistas estrangeiros que visitam o nosso país.
    Dada a sua envergadura máxima de 8 cm é facilmente reconhecível em voo, o que aliado à coloração das suas partes superiores predominantemente escura e com barras alaranjadas nas asas anteriores, torna esta espécie inconfundível.
    Quando poisada, raramente é visível a parte superior das asas, encontrando-se normalmente com elas fechadas, tornando-a quase indetetável pelos predadores. Contudo, para o olho humano, o padrão reticulado a preto e laranja das suas asas confere-lhe um certo aspeto exótico.
    No Algarve esta espécie apresenta 2 gerações. Uma primeira, mais longa, resulta dos ovos depositados nas folhas de medronheiro em outubro, os quais darão lugar a larvas que lentamente se alimentarão durante todo o Inverno e início da Primavera e que resultarão em adultos que voarão entre maio e junho.
    A geração de Verão desenvolve-se de forma francamente mais rápida, originando os ovos colocados em junho, larvas muito vorazes e de desenvolvimento muito eficiente. Destas emergirão adultos que terão um período de voo um pouco mais longo que os da primeira geração e voarão entre agosto e outubro.
    Esta espécie pode ser encontrada em muitos locais mas é sempre mais numerosa em locais onde exista abundância de medronheiros.

  • BORBOLETA DE ABRIL (Melitaea didyma)

    Abril é, por excelência, o mês das borboletas, sendo nesta altura em que voa o maior número de espécies.
    Entre as dezenas de espécies que povoam a Estação da Biodiversidade da Ribeira do Alportel, destaca-se a Melitaea didyma.
    Até há cerca de dois anos atrás, pouco ou nada se sabia sobre a presença desta espécie no Algarve. Sabe-se agora que esta ocorre de uma forma mais ou menos regular na serra Algarvia, nomeadamente em solos xistosos onde abunde a planta hospedeira das suas larvas: o Anarhinum bellidifolium. 
    Esta borboleta apresenta uma distribuição mundial bastante alargada, ocorrendo desde a Europa Ocidental até à Mongólia e à China.
    O sul da Península Ibérica e Norte de África é colonizado pela subespécie occidentalis, a qual é uma das mais coloridas variedades desta borboleta, destacando-se pelo seu cor-de-laranja bastante vivo, nomeadamente nos machos.
    Esta espécie pode ser observada até Junho, sendo por vezes bastante abundante em encostas cascalhentas com boa exposição solar e próximas de linhas de água.

  • ORQUÍDEA

    A partir do mês de março e até maio é possível observar inúmeras espécies de orquídeas no Algarve.
    Apesar de menos rica em termo de espécies quando comparada com o Barrocal, a Serra Algarvia apresenta também as suas especialidades. Se no Barrocal Algarvio estão registadas 31 espécies de orquídeas, na zona serrana estão somente confirmadas, 12 espécies.
    Na Estação da Biodiversidade da Ribeira do Alportel podem ser observadas 5 espécies de orquídeas, contudo poderão existir, ainda, algumas espécies por descobrir.
    Nas zonas pedregosas das clareiras dos estevais podem ser vistas as duas formas de Erva-do-salepo (Orchis morio e Orchis champagneuxii), as quais chamam a atenção pela sua floração densa e arroxeada.
    Nas zonas de solos mais frescos, ocorrem populações numerosas de Erva-lingua (Serapias lingua).
    Mais localizadas, surge a Serapias parviflora em solos húmidos próximos da ribeira do Alportel e a única população de Ophrys tenthredinifera, junto do pontão que atravessa a ribeira em direção à Tareja.
    As populações de orquídeas encontram-se ainda mal estudadas na Serra Algarvia, sendo muito provável que ocorram na zona da Estação da Biodiversidade ou na sua envolvente, espécies como a rara e protegida Spirantes aestivalis ou a Epipactis lusitanica.

  • BORBOLETA-CARNAVAL (Zerynthia rumina)
    Borboleta-Carnaval (Zerynthia rumina)

    Durante o mês de fevereiro, apesar de ser ainda inverno, começa a cheirar a primavera, os prados ficam pintalgados pela floração mais precoce de algumas espécies de plantas e as primeiras borboletas emergem.
    Entre as primeiras espécies de borboletas a voar, destaca-se a Borboleta-Carnaval (Zerynthia rumina), a qual, pela sua dimensão relativamente grande e cores apelativas, não deixa nenhum visitante à Estação da Biodiversidade da Ribeira de Alportel indiferente.
    Esta espécie encontra-se limitada em, termos de distribuição, ao Noroeste de África e Sudoeste da Europa. No Algarve voa desde o final de janeiro até abril, sendo mais numerosa nos meses de fevereiro e março.
    É uma borboleta característica de zonas secas e pedregosas e com vegetação esparsa. Utiliza para alimentação das suas lagartas a Erva-cavalinha (Aristolochia baetica) e a Erva-bicha (Aristolochia paucinervis), sendo esta última a planta hospedeira na zona serrana do concelho de São Brás de Alportel.
    Depois de a larva se encontrar completamente desenvolvida, esta crisalida num ramo, casca de árvore ou debaixo de uma pedra, onde permanece durante todo outono e inverno, até emergir no ano seguinte.

  • Sugestões de passeios

    Sugestão de passeio de fim de semana:
    No final da primavera, com a chegada dos dias mais quentes aproveite para descobrir as 3 espécies da família Ascalaphidae, uma família de insetos muito especial pela beleza das suas cores, na frescura dos caminhos da Estação da Biodiversidade!

    O verão é propício a um passeio de fim de tarde, para aproveitar o maravilhoso cenário do pôr-do-sol oferecido pela nossa serra! Siga o cantar das cigarras e deixe-se surpreender pela natureza.

  • Localização

    Na Ribeira do Alportel, a norte da aldeia com o mesmo nome, com acesso automóvel até ao ponto de partida, pela EM 1202 (direção Alportel – zona serrana), após o cruzamento de acesso à zona serrana do concelho.

  • Contatos

    Câmara Municipal de São Brás de Alportel
    Tel. 289 840 000 / 04
    turismo@cm-sbras.pt
    Página de facebook: https://www.facebook.com/EBAlportel?fref=ts

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