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A Missão

Centenário do Município de São Brás de Alportel

 

MENSAGEM DO PRESIDENTE

São Brás de Alportel e os/as são-brasenses estão de parabéns!

São Brás de Alportel comemora 100 anos de Elevação a Concelho. De autonomia, de comunidade, a construir o futuro!

Homens e mulheres são-brasenses dedicaram grande parte das suas vidas à melhoria das condições de vida e progresso do nosso concelho. Devemos-lhes o reconhecimento da entrega, a gratidão do contributo e a responsabilidade de continuar a fazer de cada dia uma conquista para uma melhor qualidade de vida.

Durante um ano, a partir deste mês, iremos honrar e dignificar a nossa história com atividades e expressões culturais diversificadas, envolvendo as associações locais, e todos aqueles que a nós se quiserem juntar.

O legado político e social herdado é motivo de orgulho! Cabe-nos honrá-lo, e por isso refletir sobre o presente e debater o futuro, mobilizar sinergias e congregar vontades de modo a manter acesa a chama da ambição e da esperança!

Participe! Todos somos São Brás de Alportel!

O Presidente da Câmara Municipal,
Vitor Guerreiro


 

Iniciámos a 5 de Outubro de 2010, 100 anos após a revolução que implantou a República em Portugal uma contagem decrescente até ao próximo dia 1 de Junho de 2014, dia em que celebraremos o 100.º Aniversário do Município de São Brás de Alportel, município filho da República.

Faltavam então 1334 dias para esta ansiada data e lançámos nessa ocasião um convite à comunidade são-brasense para fazer deste centenário muito mais do que uma meta, um caminho, partilhado, sentido e vivido pela comunidade são-brasense.

Um caminho para conhecer melhor o nosso passado, para valorizar e preservar o nosso património, para promover a identidade cultural dos são-brasenses, e sobretudo para aproximar as mais jovens gerações da sua história e das suas raízes.

Um caminho para enaltecer a personalidade daqueles e daquelas que ao longo destas 10 décadas construíram a História de São Brás de Alportel.

Um caminho para sonhar o futuro, como sonharam o presente os Homens e as Mulheres que há 100 anos atrás lutaram por um concelho chamado São Brás de Alportel!

Esta é a Missão e o Desafio do Centenário de São Brás de Alportel: muito mais do que um momento fugaz de celebração, um tempo de união e de construção coletiva da comunidade.

  • Os Princípios Fundamentais
    • ENVOLVIMENTO DA COMUNIDADE
      Esta é uma festa de todos e para todos, um desafio coletivo, mais do que um evento e é sempre nesta base que se delineiam as estratégias, as atividades e as iniciativas
       
      • AMPLA PARTICIPAÇÃO DOS JOVENS
        Este centenário é um legado que deixamos nas mãos dos jovens e por isso são protagonistas principais de todo o processo, com uma participação intensa, quer ao nível da comunidade escolar, das associações e de um conjunto de iniciativas (ex. criação do Logótipo num concurso lançado aos alunos / concurso” Arte Jovem” para pintura de murete na Praça da República)
         
      • PARCERIA COM ASSOCIAÇÕES E ENTIDADES LOCAIS
        Desde o primeiro momento, as associações e entidades locais foram convidadas a integrar todo o processo de elaboração do programa comemorativo, pois são as forças vivas da comunidade e à sua dinâmica muito deve este século de história.
         
    • HOMENAGEM AO PASSADO 
      Este é o momento de evocar e homenagear o passado, um tesouro comum que partilhamos, enquanto comunidade e que juntos, devemos defender, para construir o futuro. Importa promover o conhecimento destes 100 anos de história.
       
    • SEMENTE DE FUTURO
      O que se pretende são projetos que perdurem no tempo e aproveitar este momento como oportunidade de projetar o futuro, com novos instrumentos de planeamento. A par das iniciativas e das atividades culturais, o Centenário terá também como pontos altos a apresentação da Carta Social do Município que traça a estratégia para o desenvolvimento social até 2020 e a elaboração do Plano Diretor Municipal (PDM), o mais importante instrumento de planeamento do território.
       
    • QUALIDADE EM DETRIMENTO DA QUANTIDADE
      Não se pretende colecionar atividades ou datas de calendário, pretende-se construir, coletivamente, um programa que resulta da vivência, em comum deste centenário. Reduzindo custos, rentabilizando recursos, privilegiando o que é mais importante, focando o olhar nas prioridades.
       
    • PROGRAMA EM CONSTRUÇÃO PERMANENTE
      Não existe nem existirá um programa fechado do centenário, o que pretendemos é um processo contínuo de construção, aberto a todos.
  • A História

    … “Pelos meados de 1800, o labor dos homens e das mulheres de São Brás de Alportel originou um período de desenvolvimento tal, que começaram então a surgir os primeiros sinais do sentimento de uma maioridade construída a pulso. A cortiça, os negócios e a expansão urbanística, com uma arquitetura sóbria mas afirmativa, caracterizaram assim os últimos anos do século XIX. A freguesia tornou-se um importante centro económico. “

    Emanuel Sancho


    No início do século XX (1912), São Brás de Alportel era a maior freguesia do concelho de Faro, contando cerca de 12.500 habitantes. A expansão económica e populacional da freguesia constituiu um fator decisivo para a sua elevação a concelho.

     

    “Logo a partir dos primeiros anos de 1900, um grupo de são-brasenses assumiu a voz da população e com crescente intensidade iniciou um processo que, de forma aguerrida e persistente, conheceu o seu epílogo em 1914, com o nascimento do então denominado Concelho de Alportel.”

    Emanuel Sancho

    João Rosa Beatriz nasceu em São Brás de Alportel, em 1881, foi republicano e defensor da criação do município de São Brás de Alportel.

    O movimento em defesa da autonomia de São Brás de Alportel surgira no início do século XX, motivado pelo crescimento económico da aldeia. É a Comissão Paroquial Republicana quem assume a organização do movimento, que ganha força a partir de 1910, pois são mais favoráveis as condições políticas e encontram-se no governo os velhos correligionários da propaganda republicana, conhecidos de João Rosa Beatriz. Mas são muitas as barreiras que se levantam às pretensões dos republicanos são-brasenses. João Rosa Beatriz deslocou-se a Lisboa por diversas vezes, solicitando o apoio de várias personalidades que se revelaram decisivas para a concretização daquele desejo.

    Em Dezembro de 1912, o seu chefe revolucionário Machado Santos apresenta, na Câmara de Deputados, o projeto de lei que outorga a autonomia administrativa da então freguesia mais populosa do concelho de Faro.

    Pelo esforço e diligência de João Rosa Beatriz, o projeto de lei foi aprovado e publicado em Diário do Governo, a 1 de Junho de 1914, elevando a Concelho a freguesia de São Brás, com a denominação de Alportel e com sede na aldeia de São Brás. Tornava-se realidade o sonho de quantos esperavam há muito o alvorecer do dia em que a aldeia de São Brás de Alportel seria elevada a concelho.

    No percurso dos acontecimentos, foi criada então uma Comissão Administrativa provisória, presidida por Virgílio de Passos. Para instalar o novo Município, e após acesas lutas, foi autorizada, no dia 5 de Setembro, a cedência à Câmara de Alportel do Paço Episcopal e respetiva cerca e Residência paroquial, para ali funcionarem as escolas oficiais do ensino primário e as repartições públicas, municipais e do Estado.

    No dia 14 de Outubro daquele ano, João Rosa Beatriz foi nomeado, pelo Governador Civil de Faro, para o cargo de administrador interino do concelho (cargo equivalente ao que hoje conhecemos como Presidente da Câmara), estabelecendo como prioridades a educação pública, a segurança e a manutenção da ordem pública, bem como as acessibilidades à vila de São Brás de Alportel. A 8 de Novembro, foi eleita a primeira Comissão Municipal de São Brás de Alportel, sendo José Pereira da Machada, o presidente do Senado.

    Pouco tempo depois, uma súbita mudança política alterou o rumo dos acontecimentos. O governo democrático nomeara um novo Governador Civil para o distrito de Faro, o qual, por sua vez, exonerou João Rosa Beatriz do seu cargo, substituindo-o pelo Dr. José Baptista Dias Gomes. Destituído do seu cargo, João Rosa Beatriz não deixa de professar os seus ideais e o seu amor à terra onde nasceu, lutando ainda por vários benefícios para o seu concelho: a instalação de uma biblioteca móvel na vila, a criação de um cartório municipal, a colocação de um carteiro rural no município e a instalação da linha-férrea de ligação entre Loulé e São Brás.

    Em Abril de 1916, durante um violento motim, o batalhão de voluntários que então chefiava teve ainda um papel fundamental no restabelecimento da ordem pública em São Brás.

    Porém, o mundo assistia à destruição provocada pela Primeira Guerra Mundial. De São Brás de Alportel partiram muitos jovens recrutados pelo Exército, enquanto outros procuravam novos rumos para os seus negócios e para as suas vidas. E os ventos da História obrigaram a que muitos dos sonhos que guiaram os intrépidos fundadores do concelho de São Brás de Alportel tivessem de aguardar décadas para se concretizarem…

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