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À conversa com George Savage

Nesta edição damos a conhecer George Sauvage, mais um extraordinário exemplo da integração na comunidade de São Brás de Alportel

George Savage nasceu na Irlanda, mas foi criado desde as seis semanas de idade em Puniy, Londres. Ao longo de 50 anos, formou família, trabalhou num Banco e em outros locais mas acabou por optar por trabalhos ao ar livre e fora do reboliço do centro da capital inglesa. Foi pedreiro, trabalhou em paisagismo e em jardinagem, mas alguns problemas de saúde acabaram por levá-lo a trabalhar os últimos 10 anos, antes da reforma, como segurança de um escritório.

Durante três décadas, o Algarve foi o local de eleição para as suas férias de família. Foram conhecendo vários pontos ao longo da costa algarvia até ao dia em que arrendaram uma casa em São Brás de Alportel. O ambiente calmo cativou a família que durante 12 anos continuou a fazer daquela a sua casa de férias.

Há seis anos, com os quatro filhos criados e já reformado, George e a sua esposa Maggie decidiram que tinha chegado o momento de se mudarem definitivamente para São Brás de Alportel. Uma decisão que diz ter sido tão natural que a família e os amigos nem estranharam.

Compraram uma casa tradicional algarvia no sítio de Vilarinhos e conta-nos que os quatro filhos e os três netos visitam-no regularmente.

George conta que a escolha foi ditada pelo ambiente vivido no concelho, pelos bons espaços de restauração e bares onde convive com os amigos ingleses e portugueses. Um ambiente que sentiu que se vivia em São Brás de Alportel ao longo de todo o ano e que não encontrou nos locais mais ao litoral, onde existem muitos residentes estrangeiros que fazem apenas estadas sazonais.

Apologista de que “as pessoas é que fazem o local”, George Savage diz que em São Brás de Alportel se sente em casa.

Contudo, admite que nos primeiros tempos foi difícil acalmar o ritmo acelerado de vida londrino e entrar num ritmo de vida mais calmo. “Tive de abrandar o ritmo”, comenta.

Dos eventos realizados no concelho, destaca como prediletos a Noite Prata, a Feira da Serra, o Carnaval e a Festa da Tochas Floridas.

O golfe é a sua modalidade desportiva de eleição, que pratica dois a três dias por semana. Faz parte do São Brás Golf Society, um grupo que joga em Benamor, Cabanas de Tavira, e que organiza eventos solidários, nos quais angariam fundos que revertem a favor dos Bombeiros Voluntários de São Brás de Alportel.

Passados vários anos a viver em Portugal, George diz que não gosta da maneira como os portugueses conduzem, especialmente porque insistem em não usar os piscas para indicar para onde vão virar. Sensível à causa animal gostava que em Portugal houvesse mais cuidado com os animais e sugere que sejam aplicadas multas a quem não apanha os dejetos que os animais fazem no espaço público.

George conta que a questão do Brexit está a causar alguma preocupação na comunidade britânica residente. Persistem dúvidas de como o processo vai decorrer e muitas pessoas querem saber se vão ter de tirar nova carta de condução.

Conta-nos ainda que tem como objetivo aprender a falar português através do contacto regular com as pessoas, uma meta difícil porque diz que os portugueses insistem em falar com ele em inglês!

São Brás de Alportel, março de 2019

Espaço da responsabilidade do Município de São Brás de Alportel, sob coordenação do Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes, localizado no Centro de Apoio à Comunidade

Textos: Sofia Silva / Carmen Macedo

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