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À conversa com Tracey Smith

Nesta edição damos a conhecer Tracey Smith, mais um bom exemplo de integração na comunidade de São Brás de Alportel.

Tracey Smith mudou-se para São Brás de Alportel há cinco anos. Local que a tem inspirado nos seus mais recentes e interessantes trabalhos de pintura e de fotografia. Filha de pais britânicos, Tracey Smith nasceu em Singapura, local onde os pais viveram durante três anos, quando o pai era engenheiro da Força Aérea Real britânica. Quando regressam a Inglaterra, o pai aceitou um trabalho em Joanesburgo, na África do Sul. Tracey tinha então três anos quando se mudaram para a Cidade do Cabo e aí viveu até aos 30 anos.

Comprar pão numa padaria portuguesa é uma das suas memórias de infância. “Gosto do pão português”, comenta. Trabalhou como assistente pessoal do diretor de uma multinacional, assim como nas áreas de recursos humanos e secretariado.

Aos 30 anos mudou-se para Inglaterra onde acabou por casar e ter um filho. Quando o filho tinha quatro anos decidiram ir viver para o sul de França porque gostavam da natureza e do clima que a inspiraram em duas novas paixões: a fotografia e a pintura. Começou a aprender fotografia num curso online, tendo-se dedicado particularmente às paisagens, aos retratos e em macros, fotografias de grande detalhe e aproximação.

 

“Sinto-me mais em casa aqui do que alguma vez senti nos outros locais onde vivi”

Passados sete anos, decidem mudar-se para Portugal. O Algarve foi o local de eleição por causa do clima e do aeroporto, sendo por isso uma boa localização em termos profissionais.

Com o filho a frequentar o ensino secundário, procuraram um local calmo, mais rural, mas próximo de uma escola internacional. No primeiro ano, arrendaram casa na Goldra, mas perceberam que apesar de estarem próximos de tudo o que precisavam, precisavam sempre de um carro para as deslocações. São Brás de Alportel tornou-se o local ideal para onde se mudaram.

“Sinto-me mais em casa aqui do que alguma vez senti nos outros locais onde vivi”, confessa-nos, dando como exemplo de coisas que aprecia a segurança e o facto de ser um local com um custo de vida mais económico.

Aprecia o respeito que os são-brasenses têm pelas suas tradições e a forma como os portugueses respeitam os mais velhos. “Os velhos valores ainda estão vivos e isso é bom”, sublinha, elogiando também a limpeza das ruas e até o cuidado que é tido com a manutenção do mobiliário urbano. Na sua opinião, os portugueses têm sabido lidar bem com a pandemia.

Aprender a falar português é um objetivo, mas para já socializa muito com estrangeiros residentes. Sobre a integração, considera que a rede de apoio em São Brás de Alportel para estrangeiros é muito forte.

Rapidamente conheceu o Museu do Traje e o Grupo Amigos do Museu. Começou a frequentar o Grupo de Fotógrafos do Algarve. Aliás, o Museu é o seu lugar preferido em São Brás de Alportel. É quase uma segunda casa. “Espaço onde se pode estar com os amigos, ir a aulas (por exemplo, Tai Chi, fotografia, artes…), há estacionamento, espaço ao ar livre e é calmo”, observa.

Atualmente, dá apoio no Museu com o envio de notas de imprensa e informações, faz fotografia de eventos e de artefactos que têm de ser documentados e catalogados. Diz que tem contado com o apoio do amigo Gordon Railton, um dos fundadores do Grupo de Fotógrafos do Algarve, para abrir o seu próprio negócio dedicado à fotografia e à sua arte.

São Brás tem sido fonte de inspiração para o seu trabalho. Visita exposições e diz que tem aprendido muito e criado novas obras que está a preparar para dar a conhecer.

Obras que poderão ser conhecidas em fevereiro de 2022 na Galeria Municipal de São Brás de Alportel.