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À conversa com Gudrun Tschiggerl

Nesta edição damos a conhecer Gudrun Tschiggerl, mais um bom exemplo de integração na comunidade de São Brás de Alportel.

Nascida e criada numa quinta próxima de Graz, a segunda maior cidade da Áustria, Gudrun Tschiggerl mudou-se para São Brás de Alportel em 2013 para uma propriedade, que tinha comprado anos antes, na Mesquita. Atualmente, é o seu lar e o local do seu negócio: o restaurante Lagar da Mesquita, um espaço de referência da restauração são-brasense.

Em 1978 decidiu viajar nas férias de verão pelo sul da Europa e passou por Lisboa e pelo Algarve. Achou que os portugueses eram os mais parecidos aos austríacos e na altura assaltou-lhe o pensamento: “Acho que este é o país”.

A família não achou muita piada quando decidiu mudar-se sozinha para Portugal no ano seguinte. Arranjou trabalho, apaixonou-se por um português, casou e a vida foi acontecendo!

Em termos de trabalho considera que até se sentia em vantagem por dominar o alemão.

Acompanhou o marido, que trabalhava na área da hotelaria, para o Algarve, local onde nasceram os seus dois filhos. Trabalhou como guia turística e guia de passeios pedestres para uma agência turística alemã e também se aventurou no setor imobiliário.

Em 1993, junta-se ao marido para gerir um hotel quatro estrelas na Manta Rota. Foi nesse período, durante um passeio pedestre em São Brás de Alportel, que conheceu Cristina Von Rosen, na altura dona de um Centro Cultural na Mesquita. Em 2002, Gudrun compra a propriedade que usufruiu como casa de férias, mas já tinha a vontade de abrir um negócio. Surge uma oportunidade para gerir um hotel em Lisboa e Gudrun avança novamente. Um período em que aproveitou para investir na sua formação, tendo feito uma graduação em direção hoteleira e um MBA em gestão de negócios do turismo. Um processo que a ajudou a construir o seu próprio plano de negócios que deu lugar ao restaurante Lagar da Mesquita que abriu ao público em 2013.

Para a candidatura do plano de negócios ao Programa para a Rede Rural Nacional (ProDer) contou com o apoio da associação In Loco.

Atualmente, fez sociedade com o filho e juntos gerem o restaurante que pugna pela comida mediterrânica, natural e saudável. “É um espaço que gosto muito, que pode contar histórias, onde me sinto bem e em paz”, explica.

Da cultura portuguesa destaca “a riqueza da língua, que é uma ciência para quem não cresceu com ela”, um certo laissez-faire e observa que a pontualidade não é uma virtude dos portugueses. Entre as suas preocupações está a falta de cuidado e consciência das pessoas com o lixo e os animais abandonados.

Sente-se integrada na comunidade, mas admite que o restaurante é um desafio constante e que absorve muito do seu tempo.  Aprecia a natureza, a paz da província e as pessoas interessantes que vivem em São Brás de Alportel e diz que viver aqui: “É ótimo!”

 

São Brás de Alportel, novembro de 2021

 

Espaço da responsabilidade do Município de São Brás de Alportel, sob coordenação do Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes, localizado no Centro de Apoio à Comunidade

Texto: Sofia Silva

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