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Leonel Fortes

Na 10ª  etapa da nossa viagem, voltamos à Suíça para conhecer o percurso do são-brasense Leonel Horta Fortes.

 

 

Leonel Fortes

 

Leonel Fortes nasceu no ano da Revolução dos Cravos e viveu em São Brás de Alportel até aos seus 13 anos com o irmão, a mãe, os avós e o pai, que na altura já fazia temporadas de trabalho na Suíça.

Da sua infância guarda boas recordações da escola primária dos Almargens, das brincadeiras das crianças do campo e das alturas em que acompanhava os avós no trabalho da horta e do campo e de quando levavam as cabras a pastar.

A partida para a Suíça não algo que o tenha entusiasmado. “O meu pai estava emigrado a tempo inteiro na Suíça na altura e a minha mãe decidiu ir viver uns tempos junto a ele na aventura da emigração”, explica.

A integração não foi fácil. Com apenas 13 anos teve de começar tudo de novo numa escola onde se lecionava e falava em alemão, idioma que não conhecia, teve de fazer novos amigos, adaptar-se a uma nova cultura, novos hábito e a um clima muito diferente. Mas conseguiu.

Formou-se na área da eletricidade de alta e baixa tensão, em telecomunicações, internet e informática e tem trabalhado em grandes empresas como a Atag Debis Informatik, a T-Systems AG e a Xerox. “Primeiro como eletricista, depois como operador informáticos e agora como gestor”, explica sublinhando que tem muito orgulho na vida que construiu na Suíça e na sua família.

Nos tempos livres gosta de se dedicar à informática, a reparar telefones e computadores estragados, tratar da casa e do jardim, estar com os amigos em “jantaradas” e passear com a família.

Enamorou-se de uma portuguesa natural de Peniche com quem tem uma filha. “Casámos pelo Registo na Suíça e pela Igreja em São Brás de Alportel”, conta.

Pascoa 1996 Atag Debis (T-Systems)

Mesmo depois de 35 anos a viver na Suíça não esquece a sua terra natal que visita, em média, duas vezes por ano, sendo as épocas prediletas a Páscoa, o verão e o outono. “Tenho a sorte da minha mulher e da minha filha gostarem muito de São Brás”, refere.

Mesmo à distância mantem-se em contacto através do telefone e da internet, mas confessa que sente sempre saudades da qualidade da vida, do sol, da serra e do mar, da boa comida, da família e dos amigos.

Aliás… à pergunta “como é ser São-brasense e estar tão distante?” responde: “É ter sempre muitas saudades da terra, da família e dos amigos”.

Voltar a viver em São Bras de Alportel, mais concretamente na Campina, é um sonho que pretende concretizar.

 

 

 


Viaje pelo mundo à descoberta dos são-brasenses, em www.cm-sbras.pt

Texto: Sofia Silva – Gabinete de Comunicação / Coordenação: Marlene Guerreiro

Caso deseje participar nesta iniciativa, contacte-nos: 289 840 019 / municipe@cm-sbras.pt