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Snack Bar Sol Dourado

Este mês fomos até à Rua dos Bombeiros Voluntários para conhecer a história da Pastelaria Sol Dourado, fundada pelo casal José Joaquim e Emília Dourado há 32 anos e que reabriu este ano sob a gerência do jovem Diogo Martins.

Multimédia0Nascida no Alentejo, Emília casou com o são-brasense José Joaquim aos 20 anos e mudou-se para São Brás de Alportel. Começou a trabalhar na pastelaria O Ervilha. Uma experiência enriquecedora, onde aprendeu o fabrico de pastelaria muito diversificada ao longo de 20 anos. Emília conta que foi mesmo o patrão que a incentivou a abrir uma pastelaria por conta própria.

Mais tarde encontraram uma loja, que arrendaram, na transição entre a Praceta da Misericórdia e a Rua dos Bombeiros Voluntários e transformaram na Pastelaria Sol Dourado também conhecida como “Pirica”, nome que davam ao marido desde miúdo. As suas bifanas davam água na boca e havia quem se deslocasse desde Olhão de propósito. Ali fabricou muitos bolos de aniversário e pastelaria que, por certo, adoçou muitos lares e momentos especiais dos são-brasenses. Enquanto os bolos “nasciam” na cozinha pelas mãos de Emília, o balcão era assegurado pelo marido.

Se as senhoras eram clientes mais pela manhã, os senhores tinham o “Pirica” como ponto de encontro ao final do dia, depois do trabalho.

Como ainda recorda, nos primeiros oito anos não fecharam um único dia, tal era a vontade de levar o negócio a bom porto assim como o peso da responsabilidade para cumprir os compromissos assumidos com o banco para montar o negócio.

Nos primeiros três anos, dormiram no chão da cozinha do café, juntamente com a filha mais nova. Moravam fora da vila, mas com a filha mais nova na escola e a abrir o café às 6h30 da manhã e a fechar pela noite a dentro, acabaram por optar por dormir no café. Situação que resolveram ao arrendar uma casa na mesma rua do estabelecimento.

Entre os bons momentos ali vividos, Emília recorda que quando a Banda Filarmónica saia dos ensaios e ia à pastelaria, como levavam os instrumentos acabavam por tocar! Também na altura das Charolas recebiam os grupos charoleiros. Momentos que atraiam clientela.

Cansados da vida presa deste tipo de estabelecimento, Emília e José Joaquim decidiram no final de 2021 que não iriam reabrir este ano. Conversa puxa conversa, abordou o assunto com clientes e surgiram interessados no trespasse.

Em fevereiro, o espaço reabriu com nova gerência de Isabel e Diogo Martins.

Residentes em São Brás de Alportel, mas a gerir um café em Moncarapacho, fez-lhes sentido aproveitar este espaço para poderem estar mais próximos de casa.

O jovem Diogo Martins e uma funcionária asseguram o funcionamento do agora “Snack Bar Sol Dourado”. Diogo diz que ainda está a preparar a remodelação do espaço onde quer receber pessoas de todas as idades. Para o verão já está a pensar ter sangrias, alguns cocktails e música ambiente. A médio prazo, está a vontade de ter pratos do dia. Uma situação que espera concretizar quando puder contar com a colaboração da sua mãe a tempo inteiro.

Os clientes mantiveram-se e já estão a aparecer caras novas!

Emília diz que, até ao momento, não lhe custou muito deixar o negócio. Talvez porque continua a passar por lá diariamente para tomar o pequeno-almoço e a estar com os seus antigos clientes e também porque acredita que o negócio ficou em boas mãos.

 

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Textos: Sofia Silva / Marlene Guerreiro

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