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À conversa com Ann Elisabeth Shear

Nesta edição damos a conhecer Ann Elisabeth Shear, mais um bom exemplo de integração na comunidade de São Brás de Alportel.

Ann Shear nasceu em Midlands, no Reino Unido há 70 anos atrás… Foi professora numa grande escola secundária até que uma lesão a obrigou a reformar-se. Teve uma empresa de produção de rações de animais durante vários anos até que vendeu a empresa para construir um hotel para gatos em Devon que geriu até ao momento em que decidiu vir morar em Portugal com o companheiro.

Conheceu São Brás de Alportel por aquilo que diz ter sido “um feliz acaso”. “Estávamos a passar férias em Olhão e procurávamos uma casa onde pudéssemos viver a reforma”, explica apontando que foi nesse processo de procura que encontraram a casa onde vivem atualmente e que arrendaram durante alguns anos enquanto preparavam a reforma. Durante esse período, passavam curtas férias em fevereiro e começaram a conhecer melhor a zona e naturalmente “a encantadora vila de São Brás de Alportel”.

“Mudámos para cá assim que conseguimos vender os negócios no Reino Unido, mas foi mais demorado do que queríamos. Felizmente foi antes do Brexit”, recorda Ann apontando que por essa altura, as suas costas estavam cada vez mais debilitadas e os invernos frios e húmidos do Reino Unido não estavam a ser benéficos. “Precisava mesmo de um clima melhor”, comenta.

A morar em São Brás de Alportel há sensivelmente três anos, Ann diz que só estiveram um período em que tiveram de ficar pela França no primeiro confinamento provocado pela pandemia COVID-19.

Curiosamente, após um noivado de quase 20 anos, Ann e o marido acabaram por dar o nó já em São Brás de Alportel, em outubro de 2021.

Ann confessa que a pandemia alterou o processo de integração, dado que ambos pertencem a grupos de risco e por isso tiveram de evitar atividades com maior contacto com outras pessoas. Contudo, têm participado no Mercadinho de Jardim e na Casa do Artesão, onde dizem ter sido recebidos calorosamente. Começaram a frequentar estes espaços para dar a conhecer e a vender os trabalhos artesanais em cabedal que Ann cria e o facto de já estar a receber encomendas para os seus trabalhos é encorajador.

Falar português é algo que anseiam e que estão a tentar aprender, mas apontam que a pandemia não ajudou nesse processo de aprendizagem.

Encontrar profissionais e lojas especializadas tem sido difícil e Ann diz que o Facebook tem sido um ponto de busca destes profissionais e estabelecimentos. Apesar de muitos não terem presença na internet, há quem os recomende nos grupos das redes sociais.

“Adoramos a vila e os são-brasenses assim como os restaurantes! Na maior parte dos restaurantes, o inglês é excelente”, acrescenta deixando um apelo para que quando tentam falar em português lhes sejam dadas respostas mais lentas.

“Sentimo-nos muito felizes por estar aqui. De facto, eu não desejo viver em mais nenhum lugar”, garante.

 

Nota: para obter mais informações sobre estes interessantes trabalhos, contacte a Casa do Artesão no Centro de Artes e Ofícios, tel. 289 840 210 / casadoartesao@cm-sbras.pt

São Brás de Alportel, abril de 2022

 

Espaço da responsabilidade do Município de São Brás de Alportel, sob coordenação do Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes, localizado no Centro de Apoio à Comunidade

Texto: Sofia Silva

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