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Sr. Pinheiro, vendedor ambulante

Este mês decidimos ir ao Mercado…

Para lhes damos a conhecer uma loja com história muito especial… sem portas nem janelas, uma loja sobre rodas… Estivemos à conversa com o Sr. José Pinheiro, vendedor ambulante há cerca de 6 décadas! Um ofício com raízes que se perdem no tempo e que perdura até hoje, pela mão dos nossos feirantes.

 

José Pinheiro nasceu em São Romão a 24 de dezembro de 1926 há 95 anos!

Vive nas Mealhas e conserva uma jovialidade invejável!

 

Multimédia0Homem de trabalho, fez da sua vida uma constante aventura e uma prova de que nunca é tarde para (re)começar: tirou a 4.ª classe na escola de adultos e a carta de condução aos 41 anos!

Viveu numa época difícil e por isso, como era normal naquele tempo, começou a trabalhar muito cedo. Lembra-se como se fosse hoje… Guardou porcos, guardou cabras, foi pedreiro com o pai e até criado de servir, dos 14 aos 20 anos, antes de ir para a tropa.

Nessa casa, ode serviu, conheceu uma criada, por quem se apaixonou e com quem, mais tarde, se viria a casar... A sua vida dava um romance, há isso dava, como nos conta!

 

Depois da tropa, José trabalhou em noras, na Câmara Municipal, no sector da limpeza, noutros tempos, que bem recorda… até que decidiu demitir-se para se aventurar a abrir uma drogaria em Faro.

Ao fim de algum tempo, tornou-se insustentável pagar a loja e foi então que se aventurou … e começou a vender porta-a-porta numa bicicleta. Mais tarde, passou para uma bicicleta a motor, depois para um carro e, por fim, para um camião, que ainda hoje é o seu fiel companheiro.

 

Foi em Tavira que participou, pela 1ª vez, num mercado. Há coisas que um homem nunca esquece…  Já vendeu de tudo, desde peúgas, roupas até detergentes, sabões e ferramentas…

 

As 3 filhas não seguiram as suas pisadas. O filho deixou a escola aos 7 anos para começar a vender com o pai, que lhe deu uma carrinha para poder trabalhar sozinho.

 

Com 95 anos, continua a participar no mercado semanal de Quarteira e podemos ainda encontra-lo no mercado semanal de São Brás. Mensalmente, marca presença nos mercados mensais de Algoz, Silves, Cacela, Santa Catarina e de Estoi, na companhia de um ajudante.

 

“Os tempos são outros e vender nos mercados já não é o que era”, conta apontando que agora há as grandes superfícies, os clientes são muito exigentes e pedem muitos descontos.

Mas é uma paixão e assume que gosta de vender, mas também de conviver com as pessoas.

 

 

Não perca esta rota e descubra estes espaços tradicionais que fazem parte da nossa História! Pode descobrir mais no sítio do município em www.cm-sbras.pt

Textos: Sofia Silva / Marlene Guerreiro

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