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História da Procissão da Aleluia

 

A origem da Procissão da Aleluia assenta em duas versões distintas, uma popular e outra de carácter religioso.

A versão popular associa esta celebração às invasões inglesas, do Conde de Essex ao Algarve, em 1596, e à expulsão dos soldados pela população são-brasense de então. Um ato histórico celebrado pela população com uma procissão para assinalar este feito, bem como a recuperação da Igreja Matriz, saqueada e incendiada durante a invasão.

A vertente religiosa defende que a procissão foi introduzida pela igreja em 1731, por D. José de Santa Susana, com o objetivo de celebrar a Fé e a Ressureição de Jesus Cristo. Nos dias de hoje a semana santa assinala-se de forma generalista por todas as paróquias, contudo, a Procissão da Ressurreição continua a não ser prática usual.

Neste âmbito e com vista a valorizar a Festa das Tochas Floridas e respetiva procissão, a Paróquia de São Brás de Alportel organizou, a partir da década de 80, o concurso das tochas floridas e das varandas enfeitadas. Um trabalho desenvolvido em parceria com a Associação Cultural Sambrasense, a Câmara Municipal, e o apoio voluntário de diversas associações e da comunidade em geral que todos os anos abraçam esta missão de partilha e união: a elaboração do tapete florido que desenha no chão o percurso da procissão.

A Festa contempla ainda o Concurso de Jogos Florais, de participação livre, composta por quadras, poesia subordinada a mote e poesia livre, tendo como tema a Ressurreição do Senhor.