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Os Insectos

  • Borboleta-dos-medronheiros

    Nome comum: Borboleta-dos-medronheiros
    Nome científico: Charaxes jasius

    A Borboleta-dos-medronheiros (Charaxes jasius) é a maior borboleta diurna da fauna europeia e, dada a sua distribuição mediterrânica, uma das espécies mais procuradas pelos naturalistas estrangeiros que visitam o nosso país.

    Dada a sua envergadura máxima de 8 cm é facilmente reconhecível em voo, o que aliado à coloração das suas partes superiores predominantemente escura e com barras alaranjadas nas asas anteriores, torna esta espécie inconfundível.

    Quando poisada, raramente é visível a parte superior das asas, encontrando-se normalmente com elas fechadas, tornando-a quase indetetável pelos predadores. Contudo, para o olho humano, o padrão reticulado a preto e laranja das suas asas confere-lhe um certo aspeto exótico.

    No Algarve esta espécie apresenta 2 gerações. Uma primeira, mais longa, resulta dos ovos depositados nas folhas de medronheiro em outubro, os quais darão lugar a larvas que lentamente se alimentarão durante todo o Inverno e início da Primavera e que resultarão em adultos que voarão entre maio e junho. A geração de Verão desenvolve-se de forma francamente mais rápida,
    originando os ovos colocados em junho, larvas muito vorazes e de desenvolvimento muito eficiente. Destas emergirão adultos que terão um período de voo um pouco mais longo que os da primeira geração e voarão entre agosto e outubro.

    Esta espécie pode ser encontrada em muitos locais mas é sempre mais numerosa em locais onde exista abundância de medronheiros.

  • Melitaea Didyma

    Abril é, por excelência, o mês das borboletas, sendo nesta altura em que voa o maior número de espécies.
    Entre as dezenas de espécies que povoam a Estação da Biodiversidade da Ribeira do Alportel, destaca-se a Melitaea didyma.
    Até há cerca de dois anos atrás, pouco ou nada se sabia sobre a presença desta espécie no Algarve. Sabe-se agora que esta ocorre de uma forma mais ou menos regular na serra Algarvia, nomeadamente em solos xistosos onde abunde a planta hospedeira das suas larvas: o Anarhinum bellidifolium. 
    Esta borboleta apresenta uma distribuição mundial bastante alargada, ocorrendo desde a Europa Ocidental até à Mongólia e à China.
    O sul da Península Ibérica e Norte de África é colonizado pela subespécie occidentalis, a qual é uma das mais coloridas variedades desta borboleta, destacando-se pelo seu cor-de-laranja bastante vivo, nomeadamente nos machos.
    Esta espécie pode ser observada até Junho, sendo por vezes bastante abundante em encostas cascalhentas com boa exposição solar e próximas de linhas de água. 

  • Borboleta Cauda-de-Andorinha
    Borboleta Cauda-de-Andorinha

    Nome Comum: Borboleta Cauda-de-Andorinha
    Nome Científico: Papilio machaon

    Esta borboleta, da família Papilionidae, distribui-se entre o Norte de África, a Europa e a Ásia. Também conhecida pela designação rabo-de-andorinha, ela pode ser observada em Portugal Continental, de fevereiro a dezembro, em prados, encostas floridas, terrenos incultos e jardins.
    Esta borboleta notável é amarela com asas pretas e marcas de veia e uma envergadura de 60-80mm. Em ambos os sexos apresenta uma "cauda", razão de ser do seu nome comum.
    Esta borboleta põe os ovos separadamente sobre as folhas das plantas de que se alimenta - folhas de cenoura, erva-doce e arruda, desde que estas não tenham inseticidas.
    A eclosão ocorre cerca de uma semana após a postura dos ovos. O desenvolvimento da lagarta dura mais ou menos um mês.
    As lagartas têm uma atividade diurna, quando perturbadas, fazem sobressair duas pequenas "antenas" alaranjadas, libertando grande odor que afasta os predadores.
    As crisálidas encontram-se cercadas de uma cintura de sede, uma fase que dura três semanas.

    Sabia que...
    As lagartas desta borboleta têm uma atividade diurna, quando perturbadas fazem sobressair duas pequenas "antenas" alaranjadas que libertam um forte odor, que tem o propósito de afastar os predadores.

  • Minhoca
    Minhoca

    Nome Comum: Minhoca
    Nome Científico: Lumbricus terrestris

    Este invertebrado é natural da Europa mas foi introduzido em diversas partes do mundo. Em Portugal ocorre no continente. Tem entre 9 e 30 cm de comprimento, 0,6 a 1 cm de diâmetro, e pode observar-se durante todo o ano.
    As minhocas são anelídeos que vivem em ambiente terrestre húmido, têm hábitos noturnos e são muito sensíveis à luz solar. Quando expostas ao ar por muito tempo perdem água, por evaporação, e podem morrer! Ocupam diversos habitats: jardins, zonas agrícolas e florestais, bosques e matos. As minhocas constroem galerias subterrâneas que podem ir até 2,5 m de profundidade, o que as torna muito úteis para a agricultura ou jardinagem pois tornam o solo mais poroso, facilitando o arejamento e a infiltração da água, o que por sua vez permite um desenvolvimento mais exuberante das raízes das plantas. Ao escavar as galerias, as minhocas ingerem terra com material orgânico, que vão buscar à superfície, pelo que os solos habitados por este animal são geralmente ricos em matéria orgânica, o que favorece o desenvolvimento vegetal. A minhoca é um dos seres vivos intervenientes no processo de reciclagem mais antigo que se conhece: a compostagem! Devido ao seu papel tão importante, neste processo de degradação dos resíduos orgânicos, existe um tipo de compostagem feito quase exclusivamente por minhocas: a vermicompostagem.
    Este anelídeo serve também como alimento de pássaros, galinhas e outros pequenos animais. Como é grande e fácil de apanhar, a minhoca é também muito utilizada como isco para a pesca.
    A minhoca é hermafrodita (o mesmo indivíduo tem órgãos sexuais dos 2 sexos), contudo tem fecundação cruzada: durante o acasalamento: colocam-se 2 animais lado a lado, em sentido contrário, fecundando-se simultaneamente. Ao redor do corpo do indivíduo forma-se um casulo onde os óvulos são colocadas e fecundados pelos espermatozóides do parceiro. Dentro de cada casulo podem estar de 2 a 20 ovos. Quando os ovos eclodem libertam-se minhocas “em miniatura”.
    As minhocas, que geram cerca de 1500 crias por ano, podem atingir 5 ou mais anos de vida, em condições favoráveis, contudo o seu período de vida médio é de cerca de um ano.

    Sabia que...?
    Quando expostas à luz ou estão prestes a secar, as minhocas libertam um líquido amarelo, que não é urina e pode cheirar a alho, o qual serve para humedecerem o meio?!

  • Louva-a-deus
    Louva-a-deus

    Nome comum: Louva-a-deus
    Nome científico: Mantis Religiosa

    Este inseto tinha a sua distribuição mundial limitada à Europa, contudo atualmente também ocorre na América do Norte. Em Portugal encontra-se por todo o território continental.
    O louva-a-deus-comum, que pode apresentar coloração verde ou castanha, pode ser observado na primavera, verão e outono no seu habitat preferido: prados e matos secos e quentes.

    Este inseto apresenta uma cabeça triangular, tórax estreito com pronoto e abdómen bem desenvolvido. São predadores que caçam principalmente moscas e afídios. A caça é feita em geral de emboscada, facilitada pelas capacidades de camuflagem do louva-a-deus. A sua voracidade leva a que sejam considerados muito bem-vindos pelos amantes da jardinagem e agricultura biológica, uma vez que, na ausênsia de pesticidas, são um fator importante no controlo de pragas de jardim.

    O canibalismo surge associado ao acasalamento desta espécie uma vez que, com frequência, a fêmea arranca a cabeça do macho, durante o mesmo, e ingere-a. No entanto, a fecundação continua a decorrer pois o restante corpo do macho recebe estímulo nervoso que o mantém a copular até expelir os seus espermatozoides. Esta refeição é muito importante para a fêmea porque constitui uma boa fonte de proteína para a produção dos seus mais de dois mil ovos.

    Sabia que...
    O louva-a-deus foi introduzido na América do Norte para controlo de pragas de gafanhotos.

  • Longuicornio-dos-cardos
    Longuicornio-dos-cardos

    Nome Comum: Longuicornio-dos-cardos
    Nome Científico: Agapanthia cardui

    Este mês debruçamo-nos sobre um animal da classe Insecta que pode ser observado, neste período do ano (abril - julho), em pradarias floridas. Esta espécie da Família Cerambycidae pertence à ordem Coleoptera. A palavra Coleoptera vem do grego Koleos (estojo) e pteron (asas) como referência ao facto dos insetos deste grupo possuírem um par de asas anteriores rígidas, conhecidas por élitros, que protegem, como se fossem um "estojo", as asas posteriores, que são delicadas. Os coleópteros constituem uma ordem de insetos conhecidos pela designação besouros.

    Este besouro tem uma distribuição mundial restrita à Europa, em Portugal encontra-se apenas no continente. Os adultos atingem um tamanho entre 6 e 14mm. Tem uma cabeça com frente plana e longas antenas, maiores que o próprio corpo, com 12 antenómetros de cor negra anilhados de cardos - facto a que alude o termo cardui - mas também de plantas dos géneros Salvia e Urtica ou gramíneas.

    Sabia que...
    ...provavelmente a maior utilidade dos insetos é que muitos deles são insetívoros, ou seja, alimentam-se de outros insetos, ajudando a manter o seu equilíbrio na Natureza.

  • Libélula-Anelada
    Libélula-Anelada

    Nome Comum: Libélula-Anelada
    Nome Científico: Cordulegaster boltonii

    Neste mês ainda podemos observar este enorme inseto da Ordem Odonata (época de observação maio-agosto). A libélula-anelada tem 75 – 80 mm de comprimento! Pertence à Ordem Odonata e Família Cordulegastridae.

    Existe em Portugal Continental e, a nível mundial, restringe-se à Europa e Norte de África. Na Europa existem mais 7 espécies desta família, contudo esta é a única que voa em Portugal. As suas principais características distintivas são o triângulo amarelo occipital e os pares de anéis dourados, um largo seguido de outro fino, nos segmentos 2 – 8 do abdómen. Tem dois grandes pares de asas membranosas que imobilizam lateralmente, quando em descanso. A cabeça é móvel e tem dois olhos grandes que se tocam na parte frontal da mesma.

    A libélula-anelada é predadora capturando as suas presas (insectos) em voo, possuem armadura bucal mastigadora bastante desenvolvida. Em todas as espécies desta família a fêmea deposita os seus ovos imergindo repetidamente o abdómen na lama molhada (ou musgo, etc.) como se fosse uma broca pneumática. Machos e fêmeas são semelhantes. Normalmente habitam junto de rios e ribeiros de águas rápidas.

    Existem aproximadamente 5000 espécies de libelinhas e libélulas (Ordem Odonata) identificadas. Quando se perguntar para que servem estes animais lembre-se de que eles são insectívoros (comem outros insetos) contribuindo, assim para a manutenção do equilíbrio na Natureza.

    Sabia que...
    …a palavra libélula vem do latim “libellulus” diminutivo de livro (liber) devido à semelhança de suas asas como um livro aberto.

  • Joaninha dos 7 pontos
    Joaninha dos 7 pontos

    Nome comum: Joaninha dos 7 pontos
    Nome científico: Coccinella septempunctata

    Este inseto pertence à família Coccinellidae, da qual fazem parte outras Joaninhas. A Joaninha-dos-7-pontos (tradução literal da designação científica: Coccinella septempunctata) caracteriza-se e identifica-se facilmente pelos élitros de cor vermelha onde sobressaem sete pontos pretos (três em cada élitro e um mais largo na junção dos dois). Esta "Joaninha", que é a mais comum na Europa, distribui-se por todo o território português, quanto à sua distribuição mundial está limitada aos continentes europeu e asiático. Com 7 -9 mm de comprimento, ocupa diversos habitats: campos cerealíferos, florestas, hortas e campos de regadio, matagais, montados, pomares e olivais, prados, zonas perturbadas, baldios e zonas urbanas.

    A atividade da joaninha tem início na Primavera com a postura dos ovos na vizinhança das colónias de pulgões, os insetos de que se alimenta. As suas larvas, que também se alimentam de afídeos, são extremamente vorazes! Esta espécie tem duas épocas de atividade, de abril a junho e de setembro a outubro, e também dois períodos de repouso, estival e invernal, no estado adulto.

    Sabia que...
    …a joaninha beneficia a agricultura? Como os adultos e as larvas se alimentam de pulgões, que constituem verdadeiras pragas que afetam as culturas, este inseto exerce controle biológico sobre eles evitando o uso de pesticidas.

  • Grilo do Campo
    Grilo do Campo

    Nome Comum: Grilo do Campo
    Nome Científico: Gryllus campestris

    O grilo existe apenas na Europa Ocidental. Em Portugal podemos encontrá-lo continente e no arquipélago dos Açores. Este inseto, que tem 20/26 mm de tamanho, pode ser observado entre maio e julho. O seu habitat preferido são
    prados secos e quentes de solos arenosos.

    Este inseto saltador de cor negra, essencialmente sedentário e omnívoro, vive em terrenos agrícolas em cavidades por eles perfuradas com as patas anteriores. Incapaz de voar, as asas posteriores ou não existem ou são muito reduzidas. A maior parte das espécies de grilos têm atividade crepuscular.
    Com as asas emitem sons estridulantes, característica muito frequente nas noites quentes.

    De modo geral, os grilos estão adaptados aos habitats mais variados. Conhecem-se grilos de espécies africanas que vivem em grutas e também espécies que se deslocam sobre a água das torrentes, e ainda outras que vivem em ambiente marinho. O grilo campestre distingue-se facilmente pela cor amarela da base dos seus élitro. As fêmeas distinguem-se dos machos pela cor que é acastanhada, e a base dos élitro não é amarela; enquanto os machos apresentam dois apêndices na zona terminal do corpo e as fêmeas três pêndices.

    As fêmeas põem, um número elevado de ovos, na terra no fim da primavera. As larvas dos grilos campestres fazem cerca de uma dúzia de mudas para atingir o estado adulto.

    Sabia que...
    …o tão conhecido “canto” dos machos é produzido pela fricção das asas anteriores?

  • Gafanhoto-verde-maior
    Gafanhoto-verde-maior

    Nome Comum: Gafanhoto-verde-maior
    Nome Científico: Tettigonia viridissima

    Os gafanhotos- verde-maior podem ser encontrados na Europa, Norte de África e Ásia, em Portugal existem apenas no continente. Os indivíduos desta espécie podem ser observados no nosso território de julho a outubro.
    Tal como as outras espécies de gafanhotos, esta também se caracteriza por ter o fémur das pernas posteriores muito grande e forte, o que lhes permite deslocarem-se aos saltos. O macho mede entre 28 e 36 mm e a fêmea entre 32 e 42 mm.Os gafanhotos machos emitem som (estrídulos) ao esfregarem as pernas traseiras nas asas.
    Ao sair do ovo a larva do gafanhoto, que já é muito parecida com a forma que terá quando adulta, chega à superfície do solo, onde procura alimento e abrigo. Durante cinquenta dias sofre mudas de pele. Quando a última muda está para se realizar, o gafanhoto pendura-se num galho pelas pernas traseiras e permanece assim, de cabeça para baixo, durante algum tempo. Em seguida rompe-se o tegumento na região dorsal anterior de seu corpo e surge um gafanhoto adulto, com asas.
    Este gafanhoto pode ser encontrado em vários tipos de habitat: matos, prados, campos de cultivo, parques e jardins.

    Sabia que...
    O gafanhoto-verde-maior alimenta-se de pequenos insetos e, por isso, é importante no controlo de pragas em campos de cultivo e jardins.

  • Formiga
    Formiga

    Nome comum: Formiga
    Nome científico: Formicidae

    As formigas pertencem à família Formicidae, o grupo mais numeroso de entre os insetos pois engloba mais de 12.000 espécies diferentes!
    As formigas estão distribuídas por todas as regiões do planeta exceto as regiões polares. O estudo das formigas chama-se mirmecologia.
    As pequenas formigas desenvolvem-se por metamorfoses completas, passando por um estado larvar equivalente à lagarta dos outros insetos e pelo estado de pupa. A larva não tem pernas e é alimentada pelas obreiras por um processo chamado trofalaxia, no qual a obreira regurgita alimentos por ela ingeridos e digeridos. Os adultos também distribuem alimento entre si por este processo. As larvas e pupas precisam de temperatura constante para se desenvolverem e, por isso, são transferidas para câmaras diferentes, de acordo com o seu estágio de desenvolvimento.
    A diferenciação em castas é determinada pelo tipo de alimento que recebem nos diferentes estados larvares e as mudanças morfológicas que caracterizam cada casta aparecem abruptamente.

    Sabia que...
    As formigas geralmente atacam e defendem-se ferroando, por vezes injetando compostos químicos no animal atacado, em especial, o ácido fórmico.

  • Escaravelho-Soldado
    Escaravelho-Soldado

    Nome comum: Escaravelho-Soldado
    Nome científico: Trichodes leucopsideus

    A palavra escaravelho vem do português antigo escaraveo variante da palavra em latim scarabeus que designa um dos gêneros deste grande grupo de insetos.

    Há cerca de 350.000 espécies diferentes de coleópteros na natureza, representando o maior grupo animal existente e em nenhum outro há tanta variedade de cor, tamanho e forma. A principal característica é a carapaça coriácea e lustrosa que cobre as suas asas.

    Da família Cleridae, o escaravelho soldado pode ser observado na primavera, tem cerca de 12-14 mm e encontra-se distribuído por Portugal Continental. A nível mundial ele restringe-se à Região Mediterrânica e Norte de África.
    Este escaravelho encontra-se em prados floridos pois os adultos alimentam-se dos pequenos insetos que visitam as flores. No seu estado larvar, este inseto é parasita de abelhas pois as fêmeas deixam os seus ovos nos ninhos das abelhas. Depois de eclodirem, as larvas alimentam-se das larvas e ninfas de abelhas desses ninhos.

    O escaravelho-soldado adulto alimenta-se de pólen mas também de ovos e larvas de outros insetos.

    Sabia que...
    ... Em algumas culturas como a egípcia, o escaravelho é considerado sagrado pois representa a vida eterna.

  • Cigarra Comum
    Cigarra Comum

    Nome Comum: Cigarra Comum
    Nome Científico: Cicada orni

    Este inseto, o qual pode ser observado de Junho a agosto, distribui-se pela Europa Mediterrânica e pelo Norte de África.
    Em Portugal ocorre apenas no continente. Vive em montados, olivais e pinhais e tem cerca de 30-35 mm de comprimento e 70 mm de envergadura. A cor do corpo varia do castanho ao cinzento. O abdómen tem segmentos avermelhados e a  xabeça apresenta olhos grandes e proeminentes nas laterais, três pequenos olhos (ocelos) localizados na parte superior, antenas curtas e uma longa tromba que utiliza para se alimentar da seiva das plantas. As asas dianteiras membranosas são transparentes com as veias bem visíveis e
    vários pontos negros característicos. No verão podemos encontrar cigarras adultas a alimentar-se de seiva de
    árvores ou arbustos, com as suas peças bucais bem adaptadas para a perfuração e sucção.

    Apenas os machos produzem o conhecido “cantar”. Trata-se de um som causado pela contração e relaxamento das membranas abdominais que tem a função de atrair as fêmeas. Geralmente os machos cantam em grupo de vários
    indivíduos, localizados em galhos de árvores ensolaradas.
    As cigarras adultas depositam os seus ovos no verão, estes eclodem no verão ou no outono. Enquanto a sua vida como adultos dura apenas cerca de um mês e meio para a reprodução, as larvas vivem durante vários anos no
    subsolo, alimentando-se de sucos de raízes das plantas.

    Sabia que...

    ... O canto das cigarras é exclusivo dos machos, para atrair as fêmeas!

     

  • Borboleta da Couve
    Borboleta da Couve

    Nome Comum: Borboleta da Couve
    Nome Científico: Pieris brassicae

    Esta espécie da Ordem Lepidoptera ocorre durante todo o ano em Portugal, existe no Norte de África, Europa, onde é muito comum, e Ásia. Procura habitat de vários tipos preferindo campos de cultivo e pradarias floridas.

    Esta borboleta tem uma envergadura de 4 a 6,5 cm, asas brancas com extremidades negras na parte anterior em ambos os sexos. A parte inferior das asas é esverdeada de cor muito clara, o que facilita a camuflagem quando se encontram em repouso.

    A fêmea põe no total cerca de 600 ovos divididos em vários grupos de 20 a 100 ovos de cor amarela em plantas da família da couve (brássicas). As larvas eclodem passados 4 a 17 dias dependendo da temperatura. As lagartas são verde- amareladas com linhas amarelas e pontos negros ao longo do corpo. Consideradas uma peste pelos agricultores pois devoram todo o tipo de folhas. A crisálida, estado em que passam o inverno, é também verde amarelada com pontos negros.

    Sabia que...

    As lagartas protegem-se dos seus predadores obtendo um desagradável óleo de mostarda das plantas de que se alimentam, o que as torna pouco apetecíveis.

  • Bicho-de-conta
    Bicho-de-conta

    Nome comum: Bicho-de-conta
    Nome científico: Armadillidium vulgare

    Este invertebrado, que tem cerca de 18 mm de comprimento, distribui-se pela Europa. Também existe na América do Norte, onde foi introduzido. Em Portugal ocorre naturalmente por todo o continente e foi introduzido nos Açores e na Madeira. O bicho-de-conta pode observar-se todo o ano em locais húmidos e sombrios, frequentemente debaixo de troncos e pedras, em jardins, bosques, matos, zonas agrícolas e pastos. Ocorre em solos calcários com exceção das zonas costeiras.
    Estes insetos alimentam-se de orquidáceas, roendo raízes e brotos, bem como de ervilhas, hortaliças, pimenteiros, tomateiros e feijoeiros.

    Sabia que...
    …o bicho-de-conta enrola-se numa bola apertada como mecanismo de defesa? 

  • Alfaiate
    Alfaiate

    Nome Comum: Alfaiate
    Nome Científico: Gerris lacustris

    Este inseto da Ordem Heteroptera e Família Garridae distribui-se pela Europa, Norte de África e Ásia. Em Portugal existe no Continente. Tem 8-18mm de comprimento, 2 antenas compridas e olhos grandes. Podemos encontrá-lo, entre abril e novembro, sobre a superfície de águas doces em barragens, tanques, charcos temporários e ribeiras. Apesar de preferir as águas paradas, é capaz de nadar com firmeza em águas correntes, desde que não se desloquem muito rápido.

    O simpático alfaiate desliza sobre a água apoiando-se no seu longo par de patas e usando o par posterior como leme. Ambos os pares de patas possuem uma pequena almofada apical, formada por pelos hidrófobos, que consegue formar uma minúscula bolsa de ar sobre a superfície da água, o que, associado ao efeito da tensão superficial, mantém o animal em flutuação, permitindo-lhe literalmente caminhar sobre a água.

    Este inseto é também abundante em árvores, arbustos e numa grande variedade de plantas herbáceas. É uma espécie predadora que se alimenta de outros insetos, os quais captura com as patas dianteiras.

    Sabia que...
    …o alfaiate passa o inverno abrigado sob a vegetação próxima da água? No princípio da primavera, a fêmea deposita os ovos sobre as plantas aquáticas!

  • Abelha do mel
    Abelha do mel

    Nome Comum: Abelha do mel
    Nome Científico: Apis mellifera

    Esta abelha vive em colónias permanentes, as colmeias, sendo, portanto, uma abelha social. As colmeias abrigam até cerca de 50.000 indivíduos: 1 abelha – rainha (no máximo duas, excecionalmente), milhares de operárias e entre 500 e 1500 zangãos, ou machos. A abelha é um inseto laborioso e disciplinado, convivendo num sistema de extraordinária organização!

    Cada colmeia alberga 1 única abelha-rainha, ou abelha-mestra, que pode viver entre 3 e 6 anos e que é o indivíduo central e mais importante da sociedade pois tem 2 funções vitais: a reprodução e a manutenção de ordem na colmeia usando feromonas que só ela possui! As obreiras nascem 21 dias após a postura do ovo, previamente fecundado, e podem viver até 6 meses, em situações excecionais de pouca atividade. Contudo o seu ciclo de vida normal não ultrapassa os 60 dias´, tratando-se de fêmeas com o aparelho sexual atrofiado, ou seja, estéreis. Os zângãos são machos férteis que nascem 24 dias após a postura de um ovo, que não foi fecundado, e vivem entre 80 e 90 dias. A sua única função é fecundar uma jovem rainha virgem, que conseguem detetar, pelo olfato ou pela visão, a 10 km de distância pois são dotados de aparelhos sensitivos excecionais!

    As abelhas têm um valor inestimável para o Homem! Para além do mel, dão-nosa cera, a geleia real, o pólen, o própolis e a apitoxina. E também um modelo de socialização que é um belo exemplo de convivência.
    Para além de tudo isto, as abelhas têm ainda um 2.º papel, ainda de maior importância: elas são fundamentais na preservação da Biodiversidade!

    Sabia que...

    …o processo de produção do mel é muito moroso! Com a sua comprida língua, as abelhas obreiras recolhem o néctar dos nectários, que podem estar localizados na corola da flor, no caule, na folha e nos pecíolos, entre outros órgãos, e guardam-no numa bolsa, localizada na garganta, chamada papo de mel. Em seguida voltam à colmeia e o néctar vai passando de abelha em abelha. Desse modo ele engrossa, pois a água que o constitui evapora-se, e transforma-se em mel. A abelha adiciona-lhe então uma secreção produzida por uma das suas glândulas salivares e ácido fórmico, para que se mantenha conservado nos favos. 

  • Borboleta-Carnaval
    Borboleta-Carnaval

    Nome-Comum: Borboleta-Carnaval
    Nome-Científico: Zerynthia rumina

    Durante o mês de fevereiro, apesar de ser ainda inverno, começa a cheirar a primavera, os prados ficam pintalgados pela floração mais precoce de algumas espécies de plantas e as primeiras borboletas emergem. Entre as primeiras espécies de borboletas a voar, destaca-se a Borboleta-Carnaval (Zerynthia rumina), a qual, pela sua dimensão relativamente grande e cores apelativas, não deixa nenhum visitante à Estação da Biodiversidade da Ribeira de Alportel indiferente.

    Esta espécie encontra-se limitada em, termos de distribuição, ao Noroeste de África e Sudoeste da Europa. No Algarve voa desde o final de janeiro até abril, sendo mais numerosa nos meses de fevereiro e março. É uma borboleta característica de zonas secas e pedregosas e com vegetação esparsa. Utiliza para alimentação das suas lagartas a Ervacavalinha (Aristolochia baetica) e a Erva-bicha (Aristolochia paucinervis), sendo esta última a planta hospedeira  na zona serrana do concelho de São Brás de Alportel. Depois de a larva se encontrar completamente desenvolvida, esta crisalida num ramo, casca de árvore ou debaixo de uma pedra, onde permanece durante todo outono e inverno, até emergir no ano seguinte.