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Alimentação e Diabetes

Mellitus tipo 2

Alimentação e Diabetes

 

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA DIABETES MELLITUS TIPO 2

A Diabetes mellitus tipo 2 é uma doença que se caracteriza por níveis elevados de açúcar no sangue. Entre as várias possíveis causas, uma alimentação desequilibrada e falta de atividade física são quase sempre os desencadeadores da doença. Se a Diabetes não for controlada, pode levar ao aparecimento de complicações graves, entre elas o desenvolvimento de doenças do foro cardiovascular, lesão dos tecidos nervosos, cegueira, doença renal, sistema imunitário debilitado, entre outros.

A alimentação recomendada a uma pessoa com Diabetes tipo 2 é muito semelhante à alimentação recomendada à população em geral. No entanto, um diabético tem que prestar especial atenção à qualidade e quantidade de alimentos ricos em hidratos de carbono, pois estes são os únicos alimentos que vão influenciar os níveis de açúcar no sangue.

Apesar do cuidado no consumo de hidratos de carbono ser crucial para o controlo da Diabetes, há outros aspetos a ter em conta para melhorar a qualidade da alimentação.

A informação aqui contida não pretende substituir uma avaliação clínica, diagnóstico ou tratamento do seu médico. Peça aconselhamento a um dietista ou nutricionista para avaliar o seu caso em particular antes de fazer mudanças drásticas na sua alimentação ou estilo de vida.

 

Folheto Alimentação Diabetes Mellitus tipo 2

  • Opte por alimentos que a natureza lhe oferece

    Opte por alimentos que a natureza lhe ofereceCom o desenvolvimento da indústria alimentar e o aumento da variedade de produtos comestíveis disponíveis no supermercado, acabámos por nos esquecer do que era suposto comermos.

    Já lá vai o tempo em que consumíamos o que a terra (e o mar) nos oferecia: frutos e hortícolas frescos, carne, ovos e produtos derivados dos animais criados ao ar livre nas nossas quintas, pescado fresco, leguminosas como as favas e o feijão, frutos oleaginosos como as amêndoas e as castanhas...

    O nosso modo de vida mudou e a disponibilidade para produzirmos os nossos alimentos e cozinhá-los quase que desapareceu. Passámos a consumir produtos alimentares processados, prontos a comer, que em qualidade nutricional em nada se comparam aos dos alimentos que comíamos em tempos. É necessário voltar a valorizar a origem dos alimentos que consumimos, ressuscitar a arte de os cozinhar e conservar, mas sobretudo voltar a desfrutá-los em família e com calma.

  • Valorize as proteínas e gorduras saudáveis

    Valorize as proteínas e gorduras saudáveisA inclusão de alimentos proteicos e de gordura nas refeições é essencial para aumentar a saciedade e controlar o apetite.

    Como alimentos proteicos temos a carne, o pescado, os ovos, o leite, e derivados como o iogurte e o queijo.

    As gorduras, apesar da má fama, são essenciais e devem fazer parte das nossas refeições. Existe o mito muito enraizado de que a gordura engorda e de que devemos diminuir o seu consumo se queremos controlar o peso ou evitar as doenças cardiovasculares. Mas as coisas não são assim tão lineares. A razão porque engordamos está longe da quantidade de gordura que consumimos e é mais provável que seja a quantidade de alimentos ricos em hidratos de carbono que nos está a oferecer aqueles indesejados quilinhos a mais. Sabia que uma dieta pobre (mas não isenta) em hidratos de carbono e mais rica em proteína e gordura é mais eficaz na perda de peso a curto e longo prazo, e na melhoria de parâmetros metabólicos como os açúcares sanguíneos ou níveis de colesterol e triglicéridos?

    No entanto, devemos ter em consideração a qualidade das gorduras. As gorduras tradicionais e pouco ou nada processadas são sempre as mais saudáveis, como o azeite extra virgem, a manteiga de vaca e as natas, e a gordura do côco e do abacate. O teor de gordura saturada e colesterol de algumas destas gorduras têm sido, infelizmente, injustamente culpabilizadas pela ocorrência de doenças cardiovasculares. No outro extremo, como gorduras prejuciciais, temos os óleos vegetais e as margarinas para barrar e cozinhar. São gorduras obtidas, normalmente, a partir de sementes (girassol é a mais comum), que passam por intensos processos químicos e de temperatura antes de chegarem às prateleiras do supermercado. São gorduras ricas em gorduras polinsaturadas omega 6, e por isso muito sensíveis à degradação pelo calor, estando até ligadas à ocorrência de doenças cardiovasculares devido ao seu efeito inflamatório.

    Mais informação sobre as gorduras aqui

  • Opte por hidratos de carbono saudáveis

    Faça refeições equilibradasHá vários alimentos que são ricos em hidratos de carbono. Temos entre os mais saudáveis as frutas, a batata, a batata doce, o arroz, as abóboras e as leguminosas como o grão, feijão, ervilhas, favas e lentilhas.

    Temos por outro lado outros menos nutritivos e muitas vezes causadores de distúrbios digestivos: como os chocolates, gomas, bolos, bolachas, biscoitos, farinhas, pão, tostas, massas e outros similares. Deve-se evitar o seu consumo ou diminuir ao máximo a quantidade consumida, principalmente para diabéticos ou pessoas que necessitem perder peso.

    Os refrigerantes, néctares, ice teas e outros semelhantes também são ricos em açúcares e pouco nutritivos, devendo por isso ser evitados.

  • Faça refeições equilibradas

    Inclua alimentos fermentados na sua alimentação diáriaAlém da qualidade dos hidratos de carbono, é importante controlar a quantidade consumida.

    Uma sopa rica em hortícolas e bem temperada com azeite no início da refeição ajuda a pré aconchegar o estômago, deixando-nos como menos apetite para o segundo prato.

    Os alimentos ricos em hidratos de carbono devem ocupar apenas 1/4 do segundo prato. Metade deverá ser ocupada por salada ou hortícolas cozinhados, e o outro 1/4 pelo componente proteico, como carne, peixe ou ovos.

    A água deverá ser sempre a bebida de eleição, ou mesmo um chá não açucarado.

    A fruta, também rica em hidratos de carbono, deve ser deixada para outras refeições como o pequeno-almoço ou lanches. Pode acompanhá-la com leite se o tolerar, ou com um iogurte grego natural não açucarado, ou mesmo kefir ou um pouco de queijo e, se gostar, uma mão cheira de frutos oleaginosos como amêndoas ou nozes.

    O importante a ter em conta é que deve incluir sempre o componente proteico e a gordura a cada refeição, para assim se sentir saciado e melhor controlar o apetite.

  • Inclua alimentos fermentados na sua alimentação diária

    Inclua alimentos fermentados na sua alimentação diáriaOs alimentos fermentados são importantes fontes de bactérias benéficas (probióticos) à nossa saúde. São importantes não só para a saúde digestiva, como para o sistema imunitário, para o equilíbrio do metabolismo e até para a saúde mental. Os iogurtes e o kefir (flôr de iogurte), ou os vegetais fermentados são bons exemplos e podem ser feitos em casa, sendo uma opção bem mais económica e saudável do que os semelhantes adquiridos no supermercado.

  • Aposte na cozedura lenta dos alimentos

    Aposte na cozedura lenta dos alimentosUm bom guisado cozinhado com tempo em lume brando, além de mais saboroso, é mais saudável, nutritivo e tenro que um assado no forno, grelhado ou frito. Evite consumir as partes caramelizadas ou queimadas. Seja qual for o método de confeção que usar, prefira sempre temperaturas mais baixas. Se o seu problema é falta de tempo, uma "slow cooker", ou panela de cozedura lenta, é uma opção económica a adquirir. Não é muito cara, gasta muito pouca eletricidade, e pode deixar com segurança a sua refeição a cozinhar durante a noite para o dia seguinte, ou durante o dia enquanto vai trabalhar.

  • Faça atividade física com regularidade

    Faça atividade física com regularidadeNão falo em ir ao ginário ou correr. A melhor atividade física é aquela que você gosta o suficiente para o fazer levantar do sofá. Seja fazer uma caminhada pelo campo, passear o cão, ir às compras a pé, nadar ou mesmo dançar, tudo conta. Mexa-se e gaste os açúcares sanguíneos em excesso como fonte de energia para os seus músculos. E acima de tudo, divirta-se!

  • Trabalhe em conjunto com o seu médico e dietista/ nutricionista

    Trabalhe em conjunto com o seu médico e dietista/ nutricionistaÉ importante para a saúde do diabético monitorizar com regularidade os níveis de açúcar no sangue tal como outros parâmetros de saúde. Por isso, deve ser sempre acompanhado por perto por um médico e por um profissional de nutrição creditado pela Ordem dos Nutricionistas.