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Este fim de semana São Brás de Alportel celebra o seu padroeiro

01 de fevereiro de 2019

Em São Brás de Alportel, o mês de fevereiro tem início com as festividades em honra ao padroeiro, São Brás.

Este sábado, dia 2 de fevereiro, realiza-se a ancestral Feira de São Brás, outrora conhecida como “Feira do pau roxo” devido às cenouras roxas que nesta época abundavam no território. 
Uma feira onde é possível comprar alfaias agrícolas, árvores, artesanato, vestuário, entre outros produtos, e até provar uma fartura. Neste dia, diz a tradição, sabe-se o tempo que há de vir… se a “Candelária chora (que é como quem diz se fizer um dia de chuva), o Inverno foi embora”; “se a Candelária Rir (que é como quem diz se o dia for soalheiro), o Inverno ainda está por vir”.

No domingo, dia 3, Dia de São Brás, pelas 10h30, na Igreja Matriz iniciam-se as Cerimónias Festivas com a eucaristia em honra do padroeiro dos são-brasenses e com a bênção das gargantas.
Um momento seguido do Arraial de São Brás, que se realizará no Adro da Igreja, com início marcado para as 12h00, com baile animado por Luís José e com leilão de tabuleiros. O arraial contará também com um espaço de petiscos, sendo que as receitas angariadas nesta iniciativa, promovida pela Paróquia de São Brás de Alportel e apoiada pelo Município, revertem para a pintura exterior da Igreja Matriz.

 

 

São Brás foi um médico popular que viveu entre os séculos III e IV na Arménia. Procurava o retiro no Monte Argeu, em oração a Deus, quando foi apontado pelo povo para suceder ao falecido Bispo de Sebaste. São Brás aceitou ser ordenado padre e depois bispo.

Durante o período de perseguição à Igreja Católica, São Brás acabou por ser preso no Monte Argeu onde foi torturado e degolado em 316 por não renunciar à sua fé. Realizou vários milagres em animais e doentes o que lhe valeu ser tornado santo padroeiro dos animais, dos veterinários, das dores de garganta e das crianças, entre outros.

Narra a lenda que o santo ao regressar à sua cidade, para a nova missão de “pastorear um rebanho”, encontrou uma pobre mulher que lhe apresentou o filho, que tinha uma espinha entalada na garganta. A criancinha estava já roxa e agonizante quando o santo se acercou dela. Pôs-lhe as mãos nas faces e garganta e, depois de umas orações, deu-se o milagre: o rebento depressa recuperou o brilho dos olhos e acenou com gratidão a quem lhe fizera desaparecer o mortal padecimento.


Em São Brás de Alportel, contam os mais antigos que em tempos remotos, perto da antiga «Fonte Santa», que se localiza alguns metros acima da Fonte Nova e do lavadouro municipal, onde a água da nascente brotava de um rochedo, apareceria o santo.


Reza a lenda, que quiseram edificar-lhe uma ermida no sítio do Alportel mas a imagem teimava, por várias ocasiões, em aparecer no sítio onde agora é São Brás. Os alportelenses decidiram então que o santo devia ficar definitivamente em São Brás. Mas colocaram uma condição: que o santo se chamasse São Brás de Alportel. in “O Livro de Alportel”, de 1929.